Portugal: melhorias na redução dos desequilíbrios macroeconómicos e algum progresso na execução de reformas

De acordo com  Pacote de inverno do Semestre Europeu, “Portugal registou melhorias na redução dos desequilíbrios macroeconómicos e algum progresso na execução de reformas.

“A Comissão Europeia publicou no dia 7 de março a sua análise anual da situação económica e social nos Estados-Membros, que inclui os progressos na execução das recomendações específicas por país (REPs) e uma avaliação dos possíveis desequilíbrios macroeconómicos.”

Algumas conclusões referentes a Portugal:

“A economia portuguesa continuou a recuperar tanto em termos de crescimento como de emprego. A atividade económica acelerou e tornou-se mais ampla, com o investimento e as exportações a crescer. O emprego cresceu a um ritmo superior ao do PIB, particularmente nos serviços intensivos em mão-de-obra, enquanto o crescimento dos salários permaneceu moderado. Os desequilíbrios macroeconómicos estão a recuar no contexto de condições macroeconómicas e financeiras favoráveis, mas a dívida pública e privada e a posição externa líquida negativa permanecem em níveis elevados. Também persistem desafios no que respeita à produtividade do trabalho, à desigualdade de rendimento ainda elevada e à dualidade existente no mercado de trabalho, bem como o baixo nível de investimento. Abordar esses desafios reduziria o risco de uma desaceleração económica, caso o ambiente externo e as condições financeiras se tornassem menos favoráveis.”

“Portugal fez alguns progressos na execução das recomendações específicas do país de 2017. No domínio das finanças públicas, houve progressos limitados na melhoria da sustentabilidade financeira do setor empresarial do Estado e na redução dos pagamentos em mora no setor da saúde. Podem observar-se alguns progressos na expansão da análise da despesa pública e na sustentabilidade do sistema de pensões. Embora tenha registado um progresso limitado na adoção de medidas para promover a contratação de trabalhadores através de contratos sem termo, houve algum progresso na ativação de desempregados de longa duração e nos desenvolvimentos do salário mínimo, cujos aumentos, até agora, não afetaram a criação de emprego. No setor financeiro, houve algum progresso na implementação de uma estratégia para lidar com o crédito malparado das instituições de crédito e na melhoria do acesso ao capital por parte das empresas. No que respeita ao ambiente de investimento, registaram-se progressos limitados na diminuição dos encargos administrativos e das barreiras regulatórias nos setores da construção e serviços empresariais. Registaram-se todavia alguns progressos em termos de melhoria dos processos de insolvência e dos processos tributários.”

 

“Portugal enfrenta desafios em relação a uma série de indicadores do painel. A elevada proporção de pessoas em risco de pobreza e exclusão social está em declínio, mas o impacto das transferências sociais (excetuando as pensões) na redução da pobreza é limitado. A desigualdade de rendimento também começou a diminuir, mas continua elevada, num contexto em que o rendimento disponível das famílias está ainda abaixo dos níveis anteriores à crise. Embora o emprego continue a se recuperar de forma constante, a dualidade do mercado de trabalho continua a ser um sério desafio, sendo particularmente afetados por este fenómeno os jovens. O nível de qualificações digitais entre a população adulta também está abaixo da média da UE. Pela positiva, destaca-se que Portugal funciona bem no que se refere ao acesso por parte das crianças a cuidados infantis formais, e recentemente tomou medidas para melhorar a conciliação entre a vida profissional e pessoal.”

 

Ligações úteis:

 

Saiba tudo em https://ec.europa.eu/portugal/news/european-semester-portugal-2018_pt

Fonte: https://ec.europa.eu/portugal/news/european-semester-portugal-2018_pt