Programa

Gerido pelo Organismo Intermédio CEC/CCIC, o Programa de Formação-Ação QI PME 2020 é co-financiado pelo FSE e enquadra-se na Prioridade de Investimento (PI) 8.5 do Eixo III do domínio da Competitividade e Internacionalização do Portugal 2020. Mais especificamente, é desenvolvido na modalidade Projetos Conjuntos do Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização das PME, do COMPETE 2020.
Tem como objetivo específico intensificar a formação dos empresários e gestores para a reorganização e melhoria das capacidades de gestão, assim como dos trabalhadores das empresas, apoiada em temáticas associadas à inovação e mudança, através de:

  • Aumento da qualificação específica dos trabalhadores em domínios relevantes para a estratégia de inovação, internacionalização e modernização das empresas,
  • Aumento das capacidades de gestão das empresas para encetar processos de mudança e inovação,
  • Promoção de ações de dinamização e sensibilização para a mudança e intercâmbio de boas práticas.

Com a publicação do Aviso de Abertura de Candidaturas n.º 08/SI/2016 , realizada no dia 29 de março de 2016, foi iniciado período de candidaturas que que decorre até às 19 horas do dia 6 de maio de 2016.

São suscetíveis de apoio os projetos de formação organizados com recurso à metodologia de formação-ação, na modalidade de projetos conjuntos, tal como previsto na alínea j) do no 2 do artigo 42º do RECI.

Modelo de Intervenção

A formação-ação é uma intervenção com aprendizagem em contexto organizacional e que mobiliza e internaliza competências com vista à persecução de resultados suportados por uma determinada estratégia de mudança empresarial. Os tempos de formação e de ação surgem sobrepostos e a aprendizagem vai sendo construída através do desenvolvimento das interações orientadas para os saberes fazer técnicos e relacionais.
As ações de formação-ação no âmbito do presente Aviso têm, obrigatoriamente, de ser desenvolvidas com a estrutura a seguir indicada.


Considerando as principais tendências do sector industrial em Portugal e as características estruturais do tecido empresarial português, foram identificadas um conjunto de áreas temáticas a enquadrar nesta intervenção formativa com vista à mudança organizacional nas empresas. O objetivo é atuar ao nível da capacitação das empresas, dos seus colaboradores e empresários pela via da formação e consultoria, nas seguintes dimensões: condições, recursos, processos e resultados.

A – Organização e Gestão

Objetivos gerais:

Reforçar a competitividade e a capacidade de resposta das PME no mercado global, através da sua qualificação.

Linhas orientadoras:

Introdução de novos métodos ou novas filosofias de organização do trabalho, reforço das capacidades de gestão, estudos e projetos, redesenho e melhoria de layout, ações de benchmarking, diagnóstico e planeamento, melhoria das capacidades de desenvolvimento e distribuição de produtos, processos e serviços.

Público-alvo:

Micro, pequenas e médias empresas produtoras de bens e serviços transacionáveis e/ou internacionalizáveis ou que contribuam para a cadeia de valor dos mesmos. É dirigido especialmente àquelas empresas que, cumprindo os requisitos definidos, pretendam implementar ou apostar na inovação organizacional por via da aplicação de um novo método organizacional na prática do negócio ou na organização do local de trabalho.

B – Implementação de Sistemas de Gestão (Qualidade, Ambiente, SST ou outros)

Objetivos gerais:
Otimizar processos, reduzir não conformidades e ineficiências, aumentar a visibilidade das empresas e credibilizar a sua atuação.

Linhas orientadoras:

Implementação de sistemas de gestão da qualidade ou de outros sistemas de gestão não incluídos nas demais temáticas, com vista à sua certificação (sistema português de qualidade ou sistemas internacionais de certificação).
Público-alvo:

Micro, pequenas e médias empresas produtoras de bens e serviços transacionáveis e/ou internacionalizáveis ou que contribuam para a cadeia de valor dos mesmos. É dirigido especialmente àquelas empresas que, cumprindo os requisitos definidos, pretendam implementar sistemas de gestão, reduzindo não conformidades e certificar produtos e serviços com obtenção de marcas.

C – Internacionalização

Objetivos gerais:

Desenvolver e aplicar novos modelos empresariais e processos de qualificação das PME para a internacionalização.
Linhas orientadoras:

Conhecimento de mercados externos; criação, desenvolvimento e promoção internacional de marcas; prospeção e presença em mercados internacionais; marketing internacional; nova organização das práticas comerciais; novos métodos de relacionamento externo; certificações específicos para os mercados externos.

Público-alvo:

Micro, pequenas e médias empresas produtoras de bens e serviços transacionáveis e/ou internacionalizáveis ou que contribuam para a cadeia de valor dos mesmos. É dirigido especialmente àquelas empresas que, cumprindo os requisitos definidos, pretendam aumentar as exportações e o conhecimento e a presença dos mercados externos, e pretendam concretizar a inovação organizacional por via da aplicação de um novo método organizacional nas relações externas da empresa.

D – Economia Digital

Objetivos gerais:

Inovação na área do marketing para reforço do posicionamento e notoriedade à escala global.

Linhas orientadoras:

Desenvolvimento de redes modernas de distribuição e colocação de bens e serviços no mercado; criação e/ ou adequação dos modelos de negócios com vista à inserção da PME na economia digital; presença na web; introdução de sistemas de informação aplicados a novos métodos de distribuição e logística.

Público-alvo:

Micro, pequenas e médias empresas produtoras de bens e serviços transacionáveis e/ou internacionalizáveis ou que contribuam para a cadeia de valor dos mesmos. É dirigido especialmente àquelas empresas que, cumprindo os requisitos definidos, pretendam a utilização de ferramentas sofisticadas de marketing para ampliarem a sua presença nos mercados.

E – Racionalização/ Eficiência Energética

Objetivos gerais:

Disseminar os princípios da eco-inovação e promover uma cultura de responsabilidade ambiental.

Linhas orientadoras:

Incorporação dos princípios da eco-eficiência e da economia circular; certificações de sistemas, serviços e produtos na área do ambiente; obtenção do Rótulo Ecológico e sistema de ecogestão e auditoria (EMAS).

Público-alvo:

Micro, pequenas e médias empresas produtoras de bens e serviços transacionáveis e/ou internacionalizáveis ou que contribuam para a cadeia de valor dos mesmos. É dirigido especialmente àquelas empresas que, cumprindo os requisitos definidos, pretendam uma utilização mais eficiente dos recursos, reduzindo e reutilizando desperdícios e minimizando a extração e o recurso a matérias-primas.

F – Gestão Estratégica e Operacional

Objetivos gerais:

Capacitar os empresários em novos modelos de negócio e competências de apoio à gestão e à inovação aberta que estimulem parcerias e a cooperação empresarial.

Linhas orientadoras:

Formação em áreas chave para a modernização dos estilos de liderança e de gestão, de inovação e de cooperação empresarial.

Público-alvo:

Empresários de micro, pequenas e médias Empresas, produtoras de bens ou serviços transacionáveis e/ou internacionalizáveis ou que contribuam para a cadeia de valor dos mesmos, que pretendam melhorias visíveis no negócio em função de uma aplicação prática de métodos de gestão adequados ao contexto global.


Os projetos poderão ser desenvolvidos entre 2016 e 2018, com uma duração máxima de 24 meses, e de acordo com o seguinte padrão:
A componente de consultoria, independentemente da dimensão da empresa, funcionará sempre nas instalações do estabelecimento da empresa a intervencionar. Para as microempresas a componente de formação teórica funcionará exclusivamente em regime interempresas, com uma média de 2 formandos por empresa.Para as pequenas empresas a componente de formação teórica deverá ser, preferencialmente,
ministrada em ambiente interempresa com a participação de até 3 trabalhadores e uma carga
horária de 100 horas. Admite-se, justificadamente, que a componente de formação teórica seja
ministrada em ambiente intraempresa com a participação de uma média de 6 trabalhadores e uma carga horária de 100 horas.A componente de consultoria, com um máximo de 3 trabalhadores (no caso da formação intra têm de ser selecionados 3 a partir do grupo intervencionado), tem uma carga horária de 100 horas.Para as médias empresas a componente de formação teórica deverá ser, preferencialmente, ministrada em ambiente interempresa com a participação de até 3 trabalhadores e uma carga horária de 150h Admite-se, justificadamente, que a componente de formação teórica seja ministrada em ambiente intraempresa com a participação de uma média de 8 trabalhadores e uma carga horária de 150 horas.A componente de consultoria, com um máximo de 3 trabalhadores (selecionados a partir do grupo intervencionado), tem uma carga horária de 125 horas.Todos os formandos da componente de consultoria têm obrigatoriamente que ter frequentado as componentes teóricas.

Na temática dirigida exclusivamente a empresários, a formação de cariz teórico será desenvolvida exclusivamente em ambiente interempresa e, desejavelmente, em grupos de 12 formandos cada. Por empresa, apenas poderá participar 1 empresário.

Atendendo aos percursos formativos (horas) diferenciados por dimensão de empresa, as entidades promotoras deverão, preferencialmente para cada temática (com exceção da temática Gestão Estratégica), alocar apenas empresas da mesma dimensão.

Caso tal não seja possível, atendendo ao número mínimo de 10 empresas exigido, então deverá ser estimado um número médio de horas em função do peso das empresas intervenientes.


O Modelo de Intervenção baseia-se no ciclo PDCA (PLAN – DO – CHECK – ACT), respeitando a ordenação lógica destas etapas e garantindo a constante monitorização do processo:

Diagnóstico e Definição do Plano de Ação:

Recorrendo à atividade de consultoria é efetuada uma avaliação das práticas correntes
associadas à área de intervenção do Projeto e são identificadas as atividades-chave
necessárias à concretização do mesmo. Em paralelo, é efetuado um diagnóstico formativo
onde são identificadas as necessidades de formação da empresa, atendendo à
caracterização dos seus Recursos Humanos, em termos de qualificações / níveis
habilitacionais /competências detidas.

Com base nas informações recolhidas é elaborado um Plano de Ação, contemplando as
vertentes de Consultoria e Formação (alinhados com a área de intervenção escolhida). São
definidas com os responsáveis da empresa as medidas a implementar no horizonte
temporal do projeto.

Implementação e Acompanhamento do Plano de Ação:

Constituição de equipas de trabalho que, em conjunto com os consultores, implementarão
as medidas definidas nos Planos de Ação definidos no diagnóstico. São definidos os grupos
de formação e ministradas as ações formativas definidas no plano.

Avaliação de Resultados/ Melhorias Implementadas:
Definição de momentos de regulação da execução (avaliação de resultados intercalares),
para acompanhar e controlar o grau de implementação do projeto no que respeita às
atividades formativas e de consultoria. No final do projeto, é feito um balanço do progresso/análise evolutiva da empresa e dos resultados efetivamente alcançados. Os
resultados obtidos serão disseminados, permitindo assim uma experiência de partilha
entre empresas e impulsionando e motivando a implementação de boas práticas.

Na temática dirigida exclusivamente a empresários, o modelo de intervenção dos projetos a é
composto pelas seguintes etapas:

Diagnóstico de práticas de gestão: levantamento de situações – problema em qualquer domínio da gestão através da consultoria individualizada;
Definição dos objetivos de formação: discussão de problemas reais através da formação em sala;

Consultoria individualizada: implementação de ações de melhoria no contexto de trabalho através de aconselhamento específico.

Avaliação de resultados: melhoria de competências (empresário) e sua materialização nos resultados organizacionais (empresa).

Procedimentos