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Tempo de evolução a vários níveis

As nossas MPME (Micro, Pequenas e Médias Empresas) base estrutural do nosso sistema produtivo começaram a entender que para estarem na frente, para serem sustentavelmente competitivas, para liderarem no seu segmento de mercado e sobretudo para subsistirem a médio prazo necessitam de acrescentar valor, reinventando os seus processos e talvez os seus conceitos de negócio. Na verdade, este é um caminho que tem tido sucesso. Embora tardiamente, muitos empresários começaram a entender que a criação de valor está em grande parte e intrinsecamente ligada à inovação. Percebem agora que inovar é um processo complexo mas inevitável, o qual depende da sua vontade e de um conjunto de fatores que as empresas, na sua maioria não dominam, e sobretudo de conhecimentos e de competências que não possuem.

Está claro que o investimento na expansão da capacidade produtiva, bem como na modernização e racionalização, é condição fundamental para que se possam registar acréscimos de competitividade nas Micro, Pequenas e Médias Empresas e terá o seu efeito na economia. Mas, não menos importante, é a capacidade de introduzir inovação em várias dimensões – nos produtos, nos serviços, nos processos, nos modelos organizacionais e nos modelos de negócios. Hoje, vivemos num tempo onde a evolução da economia está implicitamente ligada ao fator conhecimento. Portanto, a inovação é um pressuposto para a competitividade, e não há dúvida que induz à criação de vantagens competitivas sustentadas para os diversos setores e para as empresas.

 Mas, como podem as Micro, Pequenas e Médias Empresas aceder ao processo complexo de inovação?

Investir na inovação necessita de investigação e desenvolvimento, de profundos conhecimentos do mercado e de uma interligação forte com os centros de saber. Tudo isto se torna uma tarefa gigantesca para a dimensão deste tipo de empresas.

A forma mais eficaz encontrada para ultrapassar esta complexidade e este permanente desafio, foi o de criar redes e assim ganhar dimensão e ser ator dinâmico na cadeia de valor.

Os nossos setores mais tradicionais, que foram sempre vistos por todos os analistas, comentadores económicos, governantes e políticos como obsoletos e condenados ao fracasso, dão hoje lições de competitividade e de inovação. Hoje a tão propagandeada indústria 4.0 há muito que se vem a instalar nos nossos setores tradicionais que ao sobreviverem se tornaram eles próprios inovadores. Os nossos têxteis e vestuários (onde já produzimos tecidos técnicos e inteligentes), o calçado, o setor automóvel (moldes e plásticos incluídos nesta importante fileira), a cerâmica, e mesmo a agricultura, souberam, fruto da necessidade de sobreviver, abraçar a inovação como fator chave e prioritário para o sucesso.

Não podemos dizer que tudo vai bem no processo de transferência de tecnologia e de saber das Instituições de Ensino Superior e de Investigação e Desenvolvimento, mas há uma metodologia e há interessados e alguma coisa tem tido êxito porque não é por acaso que Portugal tem sido fértil em criar startups tecnológicas, e tem aumentado a capacidade exportadora das nossas MPME.

Está na altura de mudar o discurso sobre o nosso tecido empresarial. Não é que tudo vá bem. Persistem algumas debilidades. As Micro e Pequenas Empresas estão descapitalizadas e é urgente encontrarmos, em conjunto, formas de ultrapassar esta grande limitação, porque engenho e arte para gerir as empresas num contexto extremamente agressivo e numa envolvente nada competitiva, é por si só um enorme contributo que os nossos empresários e as nossas empresas têm dado para a inovação na gestão.

A competitividade não pode ser uma temática exclusiva das empresas, tem que ser um referencial para as políticas públicas para que tenham um papel de aceleração fundamental para incrementar a inovação e a capacidade empreendedora de todos os empresários.

Artigo de opinião de José Couto, Presidente do CEC/CCIC, publicado no Suplemento “Especial PME’2016 Excelência e Líder” do Diário de Leiria (13-02-2017)

 

Presidente do CEC em destaque na Revista Invest

11.02.2015 – Revista Invest

Para José Couto, a falta de dimensão das PME é um das principais entraves à internacionalização, entraves esses que poderão ser ultrapassados com o próximo quadro comunitário.

Leia estas e as restantes declarações do presidente do CEC na entrevista publicada pela Revista Invest

Entrevista do presidente do CEC à Económico TV

11.03.2015 – Diário Economico

dia 9 de março, o presidente do CEC, José Couto, foi o convidado do programa Capital Humano da Económico TV. Durante a entrevista foram referidas algumas iniciativas do CEC no apoio ao empreendedorismo, nomeadamente o Projeto Mentor.